quinta-feira, 2 de junho de 2011

A História do Lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras,
é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las,
será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade:
Você pode fazer grandes coisas,
mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos.
Esta mão nós chamamos de Deus,
e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade:
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo,
e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final,
ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade:
O lápis sempre permite que usemos uma borracha
para apagar aquilo que estava errado.
Entenda que corrigir uma coisa que fizemos
não é necessariamente algo mau, mas algo importante
para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade:
O que realmente importa no lápis não é a madeira
ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida,
irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Psicanálise

(Freud)

A psicanálise nasce na Áustria e tem como grande criador Sigmund Freud (1856 - 1939), que era médico em Viena e fundamenta a psicanálise na prática médica, recuperando para a psicologia a importância da afetividade. O objeto de estudo da psicanálise é o inconsciente, o que quebra com a tradição da psicologia como ciência da consciência e da razão. Esta linha teórica ousou colocar “processos misteriosos” do psiquismo, as “regiões obscuras”, como é o caso das fantasias, dos sonhos, esquecimentos e outros problemas internos do homem, como problemas científicos. Foi a investigação destes processos psíquicos que levou Freud à criação da psicanálise. A teoria baseia-se em conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica, caracterizando leis gerais sobre a psique humana.

A psicanálise utiliza-se da interpretação para buscar o significado oculto das coisas. Seu método de investigação consiste em buscar o significado inconsciente das palavras, ações e produções imaginárias de um indivíduo. Este método é baseado em associações livres do indivíduo, que dão validade às interpretações. Os psicanalistas têm uma prática para o tratamento psicológico, através da análise psicoterápica que visa cura ou auto-conhecimento. O paciente é analisado e, como nada sabe, ou sabe muito pouco a respeito dos motivos de sua doença, o profissional tem como função lhe ensinar a compreender a composição das formações psíquicas mais complicadas, reduzindo os sintomas que provocam sofrimento. Toda a psicanálise está muito vinculada ao trajeto pessoal de Freud, porque grande parte da produção de conhecimento teórico foi baseada em experiências pessoais do autor, que foram transcritas em várias obras. Freud formou-se em medicina na universidade de Viena em 1881.

Especializou-se em psiquiatria, trabalhou em um laboratório de fisiologia e deu aulas de neuropatologia. Ele começou a clinicar por problemas financeiros e seus pacientes eram pessoas que sofriam de “problemas nervosos”. Quando terminou a residência, Freud ganhou uma bolsa para estudar em Paris, onde trabalhou com Charcot, um psiquiatra francês que tratava as histerias através da hipnose. Esta prática foi utilizada por Freud quando ele voltou a Viena e, nesta ocasião, teve um importante contato com Josef Breuer, que ajudou na continuidade das investigações. Breuer era médico famoso e tratava de um caso muito significativo. A paciente chamava-se Ana O. e sofria de distúrbios somáticos que produziam paralisia com contratura muscular, inibições e dificuldade de pensamento. 

Nesta época, Ana O. cuidava do pai doente e a conclusão do tratamento foi que ela tinha pensamentos e afetos em relação ao desejo de que o pai morresse. Estas idéias e pensamentos foram reprimidos e substituídos por sintomas que só eram esclarecidos sob hipnose, onde a paciente relatava as suas origens. Segundo Freud a rememoração destes sintomas fazia com que eles desaparecessem. Breuer parou de trabalhar com hipnose, porque nem todos os pacientes prestavam-se a ser hipnotizados e, portanto, mudou sua técnica para a concentração que se dava através da conversação normal. A principal função da clínica psicanalítica, que se dá através da análise, é buscar a origem dos sintomas ou dos comportamentos manifestos, ou do que a pessoa verbaliza. Para atingir os objetivos da psicanálise, é necessário vencer as resistências do indivíduo que impedem o acesso ao inconsciente. A psicanálise entrou em modismo, o que levou diversos autores a produzirem, em nome desta teoria, trabalhos cujo conteúdo, métodos e até mesmo os resultados, não condizem com a psicanálise propriamente dita.

 texto retirado do site: Cola da web.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Behaviorismo

No blog Psicologia em Ação ,  a colega Thalita Tázila postou o vídeo John Watson- Teoria do Behaviorismo, achei bastante interessante pois fala muito bem do pai da Teoria do Behaviorismo e, o teste de análise de comportamento com bebês que ele realizou. Que pode ser conferido logo mais abaixo.


Mas, para complementar esse vídeo, achei outro que fala os conceitos básicos do behaviorismo e, exemplifica muito bem, facilitando o entendimento. Vale a pena conferir, segue abaixo:


Evolução da ciência psicológica

Psicologia e História
A história da construção da psicologia está ligada às exigências de conhecimento da humanidade, às demais áreas do conhecimento humano e aos novos desafios colocados pela realidade econômica e social pela insaciável necessidade do homem de compreender a si mesmo.


 A psicologia entre os gregos


Sócrates, Platão e Aristóteles
Foi entre os filósofos gregos que surgiu a primeira tentativa de sistematizar a psicologia, significando o próprio termo, como "estudo da alma". A alma era vista como a parte imaterial do ser humano e, abrangia o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, de irracionalidade, os desejos, as sensações e as percepções. Os filósofos pré-socráticos preocupavam-se em definir a relação do homem com o mundo através da percepção e, discutiam se o mundo existe porque o homem o vê ou se o homem vê um mundo que já existe. Nessa época havia uma oposição entre os idealistas, que afirmavam que a idéia forma o mundo e, os materialistas, que afirmavam que a matéria que forma o mundo já era dada para a percepção. Mas foi com Sócrates que a Psicologia na Antiguidade ganha consistência, adquirindo como característica humana principal a razão, que permitia o homem sobrepor-se aos instintos. Depois veio os discípulo de Sócrates, primeiramente Platão, que definiu a cabeça para alojar a razão do homem, a alma. E a medula seria o elemento de ligação da alma com o corpo, defendia a tese de que quando alguém morria, a matéria ( o corpo) desaparecia, mas a alma ficava livre pra ocupar outro corpo. Depois veio Aristóteles, que é considerado um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia; sua contribuição foi inovadora ao postular que alma e corpo não podem ser dissociados, ele acreditava na alma sensitiva que tinha a função de percepção e movimento e a alma racional que tinha a função pensante.

A psicologia no Império Romano e na Idade Média


Santo Agostinho e São Tomás de Aquino

Uma das principais características desse período é o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo, uma força religiosa que passa a força política dominante. E falar de psicologia nesse período é relacioná-lo ao conhecimento religioso, já que, ao lado do poder econômico e político, a Igreja Católica também monopolizava o saber e, consequentemente o estudo do psiquismo. Esse período é representado por dois grandes filósofos: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274).
Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Entretanto, para ele, a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. A alma era imortal por ser o elemento que liga o homem a Deus.
São Tomás de Aquino foi buscar em Aristóteles a distinção entre essência e existência. Como o filósofo grego, considera que o homem, na sua essência, busca a perfeição através de sua existência. Porém, introduzindo o ponto de vista religioso, ao contrário de Aristóteles, afirma que somente Deus seria capaz de reunir a essência e a existência, em termos de igualdade. Portanto, a busca de perfeição pelo homem seria a busca de Deus.

A psicologia no Renascimento
Após a morte de São Tomás de Aquino, se dá início a uma época de transformações radicais no mundo europeu, é o Renascimento, essa época é de acumulação de riquezas pelas nações em formação, como França, Itália, Espanha, Inglaterra. Neste período, René Descartes, postula a separação entre mente (alma) e corpo, afirmando que o homem possui uma substânciamaterial e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina.

Primeiras escolas da psicologia
As primeiras escolas da psicologia científica foram o funcionalismo, o estruturalismo e o associacionismo. O funcionalismo é considerado como a primeira sistematização genuinamente americana de conhecimentos em Psicologia, e importava-se responder "o que fazem os homens" e " por que o fazem". O estruturalismo são os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central, essa escola foi inaugurada por Wundt. E, por ultimo o associacionismo que alega que todo comportamento de um organismo vivo tende a se repetir, se nós recompensarmos o organismo assim que este emitir o comportamento.  


Fonte: "Ciência e psicologia" (texto trabalhado em sala de aula)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Críticas à Psicanálise.



Nenhuma teoria psicológica recebeu tantas críticas como a psicanálise.

De todos os lados e por todos os meios ela tem sido considerada não só ineficiente como também nociva ao ser humano. Dezenas de autores, a maioria psicólogos, como Eisenck, Sulloway, Thornton, Ellenberger, Whyte, Kline e Andrade, denunciam, sob vários aspectos, a farsa dessa teoria, expondo um Freud que só chegou à fama graças a uma fértil imaginação estimulada pelo uso da cocaína, que manteve até o final de seus dias e que teve uma influência inegável na obsessão que ele demonstra pelo sexo em suas teorias do comportamento humano.
Comprovadamente um cocainômano e um obsessivo sexual, Freud pode, ele próprio, ser caracterizado como um caso patológico... E sua teoria (ou doutrina?) não serviu para curar nem o seu autor nem os que a ela se submeteram.

Apesar das evidências do insucesso terapêutico da psicanálise, há uma grande resistência a essa verdade por parte dos psicoterapeutas, para os quais ela é um meio de vida altamente rentável.
O prestígio da psicanálise, teoria psicológica criada por Sigmund Freud (1856 – 1939), vem sofrendo inevitável declínio, fato que é conhecido pelos que têm familiaridade com as várias correntes de pensamento que vigoram nas áreas de psiquiatria e psicologia.

O psicólogo Hans Eisenck, autor de Decadência e Queda do Império Freudiano, que examinou exaustivamente as teorias freudianas e cuja conclusão reitera a opinião de grande parte dos estudiosos do assunto, declara, após rigorosa experimentação, que as teorias de Freud não têm fundamento científico e não oferecem a menor garantia de cura dos problemas neuróticos, não passando, afinal, de bem elaboradas construções ficcionais: “Freud foi, sem dúvida, um gênio; mas não da ciência, e sim da propaganda; não da prova indiscutível, mas da persuasão; não da comprovação experimental, mas da arte literária”. Segundo o autor, a proposta de cura da teoria psicanalítica não passa de um grande equívoco, não podendo ser usada como chave para a compreensão do comportamento humano.

E segundo Sulloway, as versões tradicionais sobre as realizações de Freud adquiriram contornos mitológicos em detrimento do contexto histórico: “Nenhuma personalidade do mundo científico”, afirma ele, “encontra-se tão encoberta pelo véu da lenda quanto Freud. Praticamente todos os grandes equívocos e lendas da erudição freudiana tradicional surgiram dessa tendência a criar o mito do herói”.

A influência de Freud no século XX
Freud foi extremamente ambíguo nos pronunciamentos que fez a seu próprio respeito: por um lado, sempre manifestou o desejo de ser um cientista segundo o perfil comumente aceito nas ciências naturais e, por outro, tinha a percepção de que o que fazia era algo bem diferente da atividade científica. Tal conflito, explicam os psicólogos, não é exclusivo dele nem da psicanálise: trata-se de uma questão vivida pela psicologia, cujas características oscilam entre as  ciências naturais e as da hermenêutica, disciplina que se ocupa da interpretação e dos significados. Dentro da área da psicologia, há uma linha que dá ênfase ao significado e outra, mais afim com as ciências naturais, que enfatiza o comportamento, de modo que as duas se contradizem. Freud ambicionou integrar-se à investigação comportamental, mas, na verdade, desenvolveu trabalhos no campo da hermenêutica.

Porém, segundo a maioria dos estudiosos aqui mencionados, mesmo do ponto de vista hermenêutico, tanto ele como a psicanálise devem ser considerados um fracasso. Afinal, o que ele nos legou foram interpretações imaginárias de pseudofatos, insucessos terapêuticos, teorias ilógicas e incoerentes, empréstimos tomados de precursores sem o devido crédito, insights equivocados e sem qualquer valor comprovado, além de um grupo ditatorial e intolerante de seguidores preocupados não com a verdade, mas com a divulgação...

Fonte: Sama

Psicanálise

(Freud - o pai da Psicanálise)

A Psicanálise é ao mesmo tempo um modo particular de tratamento do desequilíbrio mental e uma teoria psicológica que se ocupa dos processos mentais inconscientes; uma teoria da estrutura e funcionamento da mente humana e um método de análise dos motivos do comportamento; uma doutrina filosófica e um método terapêutico de doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica. Originou-se na prática clínica do médico e fisiologista Josef Breuer, devendo-se a Sigmund Freud (1856-1939) a valorização e aperfeiçoamento da técnica e os conceitos criados nos desdobramentos posteriores do método e da doutrina, o que ele fez valendo-se do pensamento de alguns filósofos e de sua própria experiência profissional.

O pensamento de Freud está principalmente em três obras: "Interpretação dos Sonhos", a mais conhecida, que publicou, em 1900; "Psicopatologia da Vida Cotidiana", publicada em 1901 e na qual apresenta os primeiros postulados da teoria psicanalítica, e "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade", de 1905, que contem a exposição básica da sua teoria.

Importância do instinto sexual. Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava através dos sintomas (neurose) era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas neuróticos que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente. A revelação da "repressão" inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e pela interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional - recalque e esquecimento - neurose - análise pela livre associação - recordação - transferência - descarga emocional - cura.

Estrutura tripartite da mente. Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, ao Superego e ao Ego da sua teoria que atribui funções físicas para as partes ou órgãos da mente (1923 - "O Ego e o Id").

O Id, regido pelo "princípio do prazer", tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida..

O Superego, que é gradualmente formado no "Ego", e se comporta como um vigilante moral. Contem os valores morais e atua como juiz moral. É a parte irascível da alma, a que correspondem os "vigilantes", na teoria platônica.

Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção da imagem do "Eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o inicio da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social (1923 "O Ego e o Id").

O inconsciente, diz Freud, não é o subconsciente. Este é aquele grau da consciência como consciência passiva e consciência vivida não-reflexiva, podendo tomar-se plenamente consciente. O inconsciente, ao contrário, jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação desenvolvidas pela psicanálise.

Atos falhos ou sintomáticos. Os chamados Atos sintomáticos são para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente: e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). São os lapsus linguae, popularmente ditos "traição da memória", ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter conseqüências graves.

Motivação. Para explicar o comportamento Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da espécie) e do instinto de conservação (sobrevivência individual). Mas todas as suas colocações giram em torno do sexo. A força que orienta o comportamento estaria no inconsciente e seria o instinto sexual;

Fases do desenvolvimento sexual. Freud contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo. Este passa por sucessivos tipos de caráter: oral, anal e genital. Pode sofrer regressão de um dos dois últimos a um ou outro dos dois anteriores, como pode sofrer fixação em qualquer das fases precoces.  Essas fases se desenvolverão entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos de idade, e estão ligadas ao desenvolvimento do Id:

(1) Na fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer;
(2) Na fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer;
(3)Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mae é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai.

fonte: http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-psicanalise.html

A busca pela perfeição - Perfeccionismo



Algumas pessoas buscam ter uma casa igual às de novela, um amor de cinema, um emprego dos sonhos e um corpo invejável. Essas pessoas somente conseguem perceber a beleza da vida em outras pessoas. O namorado da vizinha é o homem mais romântico, o jardim da casa de uma amiga é o mais florido, o trabalho da irmã é mais reconhecido, enfim, tais pessoas se colocam em comparação às outras o tempo todo, fazendo com que suas vidas se tornem uma busca constante pelos méritos alheios.
Naturalmente, o ser humano busca sua evolução por meio de novos conhecimentos e melhoramentos, porém, existem pessoas que buscam coisas utópicas, ou seja, coisas que podem ser inatingíveis. Especialistas no assunto dizem que o perfeccionismo é uma síndrome depressiva que ocorre por meio de frustrações e fracassos que se tornam prioridades para um determinado indivíduo, fazendo com que esse esteja sempre focalizando a mesma coisa.
O perfeccionismo pode ser identificado de forma introspectiva, ou seja, o indivíduo tem baixa autoestima e pouca confiança; e de forma extrospectiva, ou seja, possui autoestima, mas não confia em outras pessoas para trabalhos em equipe. A busca pela perfeição, como se percebe, é algo que atinge até as pessoas próximas, pois o perfeccionista também não consegue admitir erros em terceiros.
A origem dessa síndrome pode ser o medo de errar, medo de desaprovação, pensamento negativo definitivo, a percepção das qualidades de outros e dos seus próprios defeitos. O perfeccionismo pode ser trabalhado para que não mais domine o indivíduo. As dicas para controlar esse problema são: estabelecimento de objetivos atingíveis, avaliação do trabalho em prol do objetivo, a comparação entre erros e acertos (mas não de forma rígida), priorizar as principais tarefas e ter tranquilidade para alcançar cada etapa do objetivo.
 

Equipe Brasil Escola.

sábado, 30 de abril de 2011

Behaviorismo - Aplicações


Esse vídeo aborda as aplicações do Behaviorismo de maneira bastante clara, tornando o video informativo e interessante.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Exemplificando ....

Comportamento respondente

CONTRAÇÃO DAS PUPÍLAS



SALIVAÇÃO DO PICA-PAU

Comportamento operante

TOCAR UM INSTRUMENTO

Reforçamento positivo

DAR COMIDA AO GOLFINHO

Reforçamento negativo


DESLIGAR O DESPERTADOR

Reforço primário
                    ÁGUA QUE É UNIVERSAL PARA TODA UMA ESPÉCIE

Reforço secundário

 DINHEIRO

Esquiva
TAPAR OS OUVIDOS PARA NÃO OUVIR O BARULHO DO TROVÃO (SEGUNDO ESTÍMULO)

Fuga

FUGIR QUANDO O ESTIMULO JÁ ESTÁ ACONTECENDO

Extinçao
MENINA PAQUERANDO QUANDO DEIXA DE OLHAR, É PROVÁVEL QUE ACONTEÇA UMA EXTINÇÃO DAS INVESTIDAS.

Punição
EXIGIR QUE O ALUNO FAÇA VÁRIAS CÓPIAS COMO FORMA DE PUNI-LO

Generalização
APRENDEMOS AS CONTAS BÁSICAS NA ESCOLAS E GENERALIZAMOS ESTE CONHECIMENTO PARA ATIVIDADES COMO PASSAR O TROCO ETC.

Discriminação

O SEMÁFORO DE COR VERMELHA É UM ESTÍMULO DISCRIMINATIVO (DIFERENTE DOS DEMAIS) POIS FAZ O MOTORISTA PARAR.


Behaviorismo


1 BEHAVIORISMO

O termo inglês behavior significa “comportamento. E foi o americano John B. Watson que postulou o comportamento como objeto da Psicologia, dessa maneira dando a consistência que os psicólogos da época vinham buscando - um objeto observável, mensurável, cujos experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes condições e sujeitos. Assim a Psicologia rompe com sua tradição filosófica, ganhando status de ciência.
O behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o individuo e o ambiente, entre as ações do individuo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações).

1.2 COMPORTAMENT RESPONDENTE

Formulado por B. F. Skinner. O comportamento respondente é o que chamamos de não-voluntário e inclui as respostas que são aliciadas, produzidas por estímulos antecedentes do ambiente. Resumidamente são respostas do organismo que independem de “aprendizagem”.
Pode ser representado:  SD  ------>  R (Estímulo discriminado leva a uma resposta do organismo)

1.3 COMPORTAMENTO OPERANTE

O comportamento operante inclui os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente.
 É importante lembrar que nesse tipo de comportamento o que propicia o aprendizado é a ação do organismo sobre o meio e o efeito dela resultante.
Pode ser representado assim: R ----> SR (A resposta do organismo leva a um estimulo reforçador)
‘R’ é a resposta do organismo e ‘S’ é o estímulo reforçador. A flecha significa ‘levar a’.

1.4 REFORÇAMENTO

Reforço é toda conseqüência que, seguindo uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta.  Os reforçamentos podem ainda ocorrer em intervalos fixos, gerando uma razão fixa; e em intervalos variáveis, gerando um intervalo variável.

1.4.1 REFORÇO POSITIVO

É todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz. Nesse caso tende-se a oferecer algo ao organismo.

1.4.2 REFORÇO NEGATIVO

É todo evento que aumenta a probabilidade da resposta que o remove ou atenua. Tende-se a remover o estimulo aversivo.

1.4.3 REFORÇO PRIMÁRIO

São aqueles eventos que tendem a serem reforçadores para toda uma espécie, como, por exemplo, água, alimento, afeto etc.

1.4.4 REFORÇO SECUNDÁRIO

Ocorrem quando pareados temporariamente com os primários. Ex: aprendizagens sociais etc.

1.4.5 REFORÇO GENERALIZADO
 
Resultado de alguns reforços secundários que foram emparelhados com muitos reforços primários. Exemplo: dinheiro, aprovação social, auto-realização etc.

1.4.2.1 ESQUIVA

É um processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados por um intervalo de tempo apreciável, permitindo que o indivíduo execute um comportamento que previna a ocorrência ou diminua a magnitude do segundo estímulo.
O primeiro estímulo geralmente é o reforçador negativo condicionado e a ação que o reduz é reforçada pelo condicionamento operante. As ocorrências passadas de reforçadores negativos condicionados são responsáveis pela probabilidade da resposta da esquiva.

1.4.2.2 FUGA

Nesse caso, o comportamento reforçador é aquele que termina com um estímulo aversivo já em andamento.
Nesse processo há um estimulo aversivo incondicionado que, quando apresentado, é evitado pelo comportamento de fuga. Então nesse caso, não se evita o estimulo aversivo, mas escapa dele depois de iniciado.

1.5 EXTINÇÃO

É um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada. Como conseqüência, a resposta diminuirá de freqüência e até mesmo poderá deixar de ser emitida.

1.6 PUNIÇÃO

A punição envolve a consequenciação  de uma resposta quando há apresentação de um estimulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente. É importante lembrar que o comportamento punido só desaparecerá se a punição for extremamente intensa e que na maioria das vezes punir leva apenas a uma supressão temporária, não alterando a motivação.
Foi então que resolveram substituir as práticas punitivas por procedimentos de instalações de comportamento desejáveis.

1.7 CONTROLE DE ESTÍMULOS

Quando a freqüência ou a forma da resposta é diferente sob estímulos diferentes, diz-se que o comportamento está sob o controle de estímulos. E dois importantes processos serão apresentados: discriminação e generalização.

1.7.1 DISCRIMINAÇÃO

Isso ocorre quando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas sofre certo grau de extinção na presença de outro. Isto é, um estímulo pode adquirir a possibilidade de ser conhecido como discriminativo da situação reforçadora. Sempre que ele for apresentado e a resposta emitida, haverá reforço.
Deve-se, portanto saber diferenciar os estímulos para comportar-se de forma adequada a cada um deles.

1.7.2 GENERALIZAÇÃO

Nesse caso um estímulo adquire controle sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estimulo similar, mas diferente. Freqüentemente a generalização depende de elementos comuns a dois ou mais estímulos.
Resumidamente, na generalização respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes.

Atividade 1 (Behaviorismo)

Atividade 1:

1- Para os behavioristas qual o objetivo de estudo da psicologia e como é caracterizado?

O objeto de estudo da psicologia para os Behavioristas era o comportamento. Dessa maneira dava a consistência que os psicólogos da época vinham buscando - um objeto observável, mensurável, cujos experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes condições e sujeitos.
 O comportamento é as interações entre o individuo e o ambiente, entre as ações do individuo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações).

2 - Qual e quais as diferenças entre Behaviorismo metodológico e Behaviorismo radical?

No Behaviorismo metodológico, os analistas experimentais do comportamento tomaram, como modo preferencial de investigação, um método experimental e analítico. Com isso, os experimentadores sentiram necessidade de dividir o objeto para efeito de investigação, chegando a unidades de análise.

O Behaviorismo radical foi criado por Skinner em 1945 e significava uma filosofia da ciência do comportamento. E a base de sua corrente está na formulação do comportamento operante.

     3 - Explique o comportamento respondente.

Formulado por B. F. Skinner. O comportamento respondente é o que chamamos de não-voluntário e inclui as respostas que são aliciadas, produzidas por estímulos antecedentes do ambiente. Resumidamente são respostas do organismo que independem de “aprendizagem”.

Pode ser representado:  SD    --->   R (Estímulo discriminado leva a uma resposta do organismo)

4 - Explique o comportamento operante.

O comportamento operante inclui os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente.
É importante lembrar que nesse tipo de comportamento o que propicia o aprendizado é a ação do organismo sobre o meio e o efeito dela resultante.
Pode ser representado assim: R ---->  SR (A resposta do organismo leva a um estimulo reforçador)
‘R’ é a resposta do organismo e ‘S’ é o estímulo reforçador. A flecha significa ‘levar a’.

5 - Diferencie:

·   Reforçamento positivo e reforçamento negativo

REFORÇO POSITIVO: É todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz. Nesse caso tende-se a oferecer algo ao organismo.
REFORÇO NEGATIVO: É todo evento que aumenta a probabilidade da resposta que o remove ou atenua. Tende-se a remover o estimulo aversivo.

· Reforçamento negativo e punição

REFORÇO NEGATIVO: É todo evento que aumenta a probabilidade da resposta que o remove ou atenua. Tende-se a remover o estimulo aversivo.
PUNIÇÃO: A punição envolve a consequenciação  de uma resposta quando há apresentação de um estimulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente. É importante lembrar que o comportamento punido só desaparecerá se a punição for extremamente intensa e que na maioria das vezes punir leva apenas a uma supressão temporária, não alterando a motivação.

·  Punição e extinção

PUNIÇÃO: A punição envolve a consequenciação  de uma resposta quando há apresentação de um estimulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente. É importante lembrar que o comportamento punido só desaparecerá se a punição for extremamente intensa e que na maioria das vezes punir leva apenas a uma supressão temporária, não alterando a motivação.
EXTINÇÃO: É um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada. Como conseqüência, a resposta diminuirá de freqüência e até mesmo poderá deixar de ser emitida.

·  Fuga e esquiva

FUGA: Nesse caso, o comportamento reforçador é aquele que termina com um estímulo aversivo já em andamento. Nesse processo há um estimulo aversivo incondicionado que, quando apresentado, é evitado pelo comportamento de fuga. Então nesse caso, não se evita o estimulo aversivo, mas escapa dele depois de iniciado.
ESQUIVA: É um processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados por um intervalo de tempo apreciável, permitindo que o indivíduo execute um comportamento que previna a ocorrência ou diminua a magnitude do segundo estímulo.

·  Generalização e discriminação

GENERALIZAÇÃO: na generalização respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes.
DISCRIMINAÇÃO: Isso ocorre quando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas sofre certo grau de extinção na presença de outro. Isto é, um estímulo pode adquirir a possibilidade de ser conhecido como discriminativo da situação reforçadora. Sempre que ele for apresentado e a resposta emitida, haverá reforço.

6 - Faça um glossário com os termos centrais do Behaviorismo.

RESPOSTA: reação do organismo
ESTÍMULO: é dado pelo ambiente
COMPORTAMENTO: interação indivíduo-ambiente.  O conjunto das reações que se podem observar num indivíduo, estando este em seu ambiente, e em dadas circunstâncias.
COMPORTAMENTO RESPONDENTE: são respostas do organismo que independem de “aprendizagem”.
REFLEXOS: quando tais estímulos são temporariamente pareados com estímulos eliciadores podem, em certas condições, eliciar respostas semelhantes às destas. Resposta condicionada.
INCONDICIONADO: que não obtemos controle.
CONDICIONADO: aprendido.
ESTIMULO DISCRIMINADO: Aprendemos a responder a ele. É diferente dos outros.
ESTIMULO CONDICIONADO: O que tem a capacidade de provocar uma resposta particular, ligando-a, respectivamente, a outro estímulo que, naturalmente, é capaz de provocar a mencionada resposta.
ESTIMULO REFORÇADOR: é também chamado de reforço. É aquilo que faz com que o organismo realize ou deixe de realizar tal ação. É apresentado logo após a resposta.
REFORÇO POSITIVO: É todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz. É a apresentação do estímulo.
REFORÇO NEGATIVO: É todo evento que aumenta a probabilidade da resposta que o remove ou atenua. É a retirada do estímulo.
REFORÇO PRIMÁRIO: São aqueles eventos que tendem a serem reforçadores para toda uma espécie, como, por exemplo, água, alimento, afeto etc.
REFORÇO SECUNDÁRIO: Ocorrem quando pareados temporariamente com os primários.
REFORÇO GENERALIZADO: Resultado de alguns reforços secundários que foram emparelhados com muitos reforços primários. Exemplo: dinheiro, aprovação social, auto-realização etc.
ESQUIVA: É um processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados por um intervalo de tempo apreciável, permitindo que o indivíduo execute um comportamento que previna a ocorrência ou diminua a magnitude do segundo estímulo.
FUGA: Nesse processo há um estimulo aversivo incondicionado que, quando apresentado, é evitado pelo comportamento de fuga. Então nesse caso, não se evita o estimulo aversivo, mas escapa dele depois de iniciado.
EXTINÇÃO: É um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada. Como conseqüência, a resposta diminuirá de freqüência e até mesmo poderá deixar de ser emitida. Ou seja, suprime o comportamento.
PUNIÇÃO: A punição envolve a consequenciação  de uma resposta quando há apresentação de um estimulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente. Ou seja, diminui a incidência de resposta.
DISCRIMINAÇÃO: Isso ocorre quando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas sofre certo grau de extinção na presença de outro.
GENERALIZAÇÃO: Na generalização respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes.
DISCRIMINAR: diferenciar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Será que o mundo existe porque o homem vê ou o homem vê um mundo que existe?

A velha discussão entre os idealistas e materialistas que sondavam a antiguidade da história da psicologia, ainda causa polêmica. E indagação continua:

Será que o mundo existe porque o homem vê ou o homem vê um mundo que existe?

Eu particularmente acredito que o homem vê o mundo que existe. É só retornarmos a concepção de “matéria”. Um planeta (matéria) que não foi descoberto ainda pelos homens, existe em meio à galáxia. O planeta ainda não explorado existe apesar de nós indivíduos não temos conhecimento de sua existência, mas o fato é que a matéria continua lá.

Quero retomar uma história interessante que pode nos remeter uma série de questionamentos ao final da leitura.

MITO DA CAVERNA de Platão

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa. Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas as sombras dos outros e de si mesmos por que estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De inicio, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.
Ao permanecer no exterior o prisioneiro, aos poucos se habitua a luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teima em afirmar o que viu e os convida a sair da caverna, certamente acabam por matá-lo. Mas quem sabe alguns podem ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidir sair da caverna rumo à realidade?


Pronto, agora quero que pensem e se questionem: O mundo de luz, o “nosso mundo” deixou de existir porque alguns indivíduos não sabiam da sua existência? Obviamente, não! O fato é que cada indivíduo tem sua própria maneira de ver o mundo, tem livre arbítrio para fazer escolhas, optando por viver em um mundo de luz ou um mundo de sombras, como descrito no mito de Platão.

Fica a dica! Mas o que vocês acham?
Será que o mundo existe porque o homem vê ou o homem vê um mundo que existe?




texto retirado o site: Uol